Personal Branding: por que eu deveria me importar? — A importância da gestão da sua marca

Personal Branding não tem a ver com a conquista da popularidade ou da visibilidade imediata. Tem a ver com a conquista de influência. Saiba mais!

Sempre me interessei muito pela vertente de Marketing Pessoal. Acredito que a forma com que você se relaciona com o mundo anda em conjunto com sua carreira e vida profissional. Ações que você possui e visões que você compartilha caracterizam sua marca pessoal e o que vem à mente de uma pessoa ao se lembrar de você, nos lembrando da importância de cuidar do nosso Personal Branding.

O que é o Personal Branding?

Recentemente li um livro sobre o tema, “Personal Branding — Construindo sua marca pessoal”, de Arthur Bender, onde pude absorver um conhecimento mais concreto no assunto e verificar eficazes formas de aplicação dessa vertente em minha carreira.

Personal Branding não tem a ver com a conquista da popularidade ou da visibilidade imediata. Tem a ver com a conquista de influência, por ser exatamente quem você é e pelo que você tem a oferecer para o mercado. Seja para um contexto de dez pessoas ou de um milhão. — Juliana Saldanha

É um conceito focado em considerar pessoas como marcas, de tal forma que as mesmas demandem desenvolvimento diferenciação no mercado, como acontece na vertente comercial com produtos e serviços.

Pensando nisso, reuni alguns pontos fortes que encontrei no livro e relacionei com visões minhas sobre o assunto nessa série curta de artigos.

Mas afinal, por que eu deveria me preocupar com Personal Branding?

“Quem não sabe para onde quer ir, vai parar em qualquer lugar”

Infelizmente, muitas pessoas não possuem controle e clareza de suas carreiras. Pessoas com habilidades fantásticas, esforçadas, estudiosas e que se empenham diariamente para cumprir prazos e superarem as expectativas de tarefas que lhes são atribuídas. Elas vivem dia após dia, vivem a rotina com a carreira que escolheram seguir, levando-a ao sabor do vento, sem um propósito claro e definido. O perigo que essas pessoas podem encontrar é que, mesmo seguindo o roteiro e obtendo prestígio, podem se frustar em algum momento por não estarem seguindo seus próprios objetivos e sonhos, alimentando o de terceiros ao invés dos seus próprios.

Cada pessoa nasce para uma coisa na vida, mas poucas têm a sorte de descobrir qual é essa “coisa”, e por isso são poucas as que são felizes e bem-sucedidas no seu trabalho. — Washington Olivetto

Há perguntas que podem desestabilizar diversas pessoas. Isso ocorre pois as respostas não são encontradas de forma imediata, o que faz com que o desconforto venha à tona e que você se sinta em um beco sem saída, acreditando que não possui a “sorte” encontrada na frase mencionada anteriormente.

Em busca dessa “sorte”, são relatadas perguntas que podem auxiliar nessa descoberta:

  1. Você é ou você está?
  2. Aonde quer chegar?
  3. Para onde quer ir?
  4. Você sabe para onde está indo?

Isso tem muita relação com seu propósito. Irei abordar isso em um outro momento, mas adiantando: quando você tem um propósito claro e definido sobre qual o seu papel no mundo e o motivo de você estar aqui, a resposta para essas perguntas é encontrada de forma muito mais rápida.

Compondo uma prateleira

Você já se imaginou sendo um produto? Um produto exposto no supermercado, em uma das prateleiras. Soa um pouco estranho, não é? “Você está me comparando com algo material?”. Não, calma, não é bem assim. Estou fazendo uma comparação pertinente, vamos lá.

Nos dias de hoje, temos um marketing muito bem elaborado em cima do número gigantesco de informações que recebemos todos os dias. O papel desse marketing é fazer com que um determinado produto ocupe o topo da cadeira hierárquica do nosso cérebro. Que seja nossa escolha entre outros vários produtos contidos na prateleira.

Isso é parecido com o que enfrentamos no mercado de trabalho. Você é uma marca em meio a outras diversas marcas que também querem ser compradas. Você precisa ser comprada antes de perder sua validade e dar espaço para outras marcas mais novas e que possuem outros diferenciais. Você precisa se destacar na mente dos prospects. “Seu patrão é seu consumidor. Seus amigos são seu mercado. Seus conhecidos são prospects. Sua rede de relacionamentos, seus parentes e amigos dos parentes que já ouviram falar da sua marca são potenciais compradores.”, o livro comenta. Todas as pessoas que passam por você passam a ter alguma percepção de sua marca.

Você quer ser o produto “leve três, pague dois”, ou quer estar na parte destacada e nobre do setor como lançamento?

Não se pode mais caracterizar-se como diferenciado por possuir uma graduação ou um MBA de alto nível, em uma escola exemplar com professores renomados. Hoje a real diferenciação se dá em como é gerenciada sua marca pessoal e em como você planeja sua diferenciação, seu conceito, a palavra que te define para outras pessoas — isso é, quando você cumprimenta alguém que está em um grupo de amigos (um conhecido ou um velho colega de trabalho) e vira as costas, qual a palavra que essa pessoa te caracteriza para os demais?

  • Esse é o fulano de tal, que alavancou o time e fez ele sair de uma crise daquelas!
  • Esse se dá bem até, mas não tem muito objetivo e parece estar à deriva, sabe? Complicado…
  • Essa fala demais, meu Deus! Ela até é bacana, mas não deixa ninguém se concentrar e fala o dia inteiro…
  • Ela é ótima, e sempre motivava as pessoas a darem o seu melhor! Qualquer um gostaria de tê-la em seu quadro de funcionários!

É claro que você não deve dar ouvidos a tudo o que as pessoas falam de você. Surtaríamos, obviamente, pois não é possível agradar a todos. No entanto, se todas as pessoas possuem uma imagem negativa de você, talvez seja o momento de se policiar e tentar mudar esse cenário, melhorando tanto sua vida profissional quanto pessoal.

Não só se policiar em não ter uma imagem negativa, é importante você não se agarrar ao cartão de visitas. Talvez seu cargo, ou até mesmo sua profissão, não existam mais daqui a alguns anos. Se prender à profissões ou cargos na empresa em que atua irá te levar a correr grandes riscos pois eles podem sofrer transformações ou até mesmo sofrerem extinção. Você não pode ser representado apenas pelo que consta na sua carteira de trabalho. Você deve ser representado pelo que é e pela imagem que passa para as pessoas. Carregue sua reputação independente de qual título você segura no momento, não sendo para as outras pessoas apenas o fulano de tal que trabalha na empresa x… e parar por aí, sem nada mais a acrescentar.

No próximo artigo sobre Personal Branding, dou ênfase na visão que outras pessoas têm de sua marca pessoal e como investir nela.

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